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Plásticos Oxi-Biodegradáveis

O que é o Plástico Oxi-Biodegradável?

Esta nova tecnologia produz plástico que se degrada através de um processo de OXI- degradação. A tecnologia se baseia na introdução de uma quantidade muito pequena de aditivo pró-degradante durante o processo de fabricação convencional, resultando em uma mudança de comportamento do plástico. A degradação do plástico começa quando sua vida útil programada chega ao fim e o produto não está mais em uso (tal período controlado pela composição do aditivo utilizado).

Quando o aditivo reduz a estrutura molecular a um nível que permite o acesso de microorganismos ao carbono e hidrogênio3 , o plástico é consumido por bactérias e fungos. Por causa disso ele pode ser chamado “biodegradável”. O material deixa então de ser plástico e se torna uma fonte de alimento. Tal processo continua até que o material tenha se biodegradado em CO2, água, e húmus. Isto não deixa fragmentos de petro-polímeros no solo.

Vantagens

  • São recicláveis por todos os métodos juntamente com plásticos convencionais antes do início de sua degradação
  • Podem ser fabricados a partir de plásticos reciclados
  • Podem ser reutilizados enquanto não começarem a degradar
  • Podem ser destinados a compostagem após o descarte
  • Devem ser coletados seletivamente junto com os plásticos convencionais
  • São testados, seguros e aprovados para contato com alimentos
  • Não emitem Metano em sua degradação
  • São Oxi-Degradáveis e são Biodegradáveis após a Oxi-Degradação
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    Brasil e os Sacos Plásticos

    O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.
    Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico.
    A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções.

    Plasticos e poluição

    Plasticos e poluição

    Feitos de resina sintética originada do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.

    Para onde vão os sacos Plásticos?

    Para onde vão os sacos Plásticos?

    No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade ( pebd). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água retardando a decomposiçãodos materiais biodegradáveis – e dificultam a compactação dos detritos.
    Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação – e na cultura – de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade. A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários?
    Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha. Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis.
    Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza. Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados.
    Mau exemplo: lixão em SP recebe 250 toneladas por dia com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.
    É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?

    Saindo das compras

    Saindo das compras

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    Cidades e Soluções

    Reportagem feita na Globo, mostrando a problemática e tentativas de soluções.

    Parte 1

    Parte 2

    Parte 3

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    Os Famosos Sacos Plásticos

    Os sacos plásticos apesar de úteis, causam uma tremenda poluição ao meio ambiente. Isso porque eles são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, isso é, são difícies de serem degradados, podendo levar cerca de 400 anos para desaparecer completamente. Além disso, a manufatura do polietileno – substância do qual é feito o saco plástico – faz-se a partir de combustíveis fósseis o que acarreta a emissão de gases poluentes.Mas o maior problema é o destino final que damos a esses saquinhos plásticos. Eles sempre acabam nos aterros sanitários ou nos rios e oceanos quando o esgoto é jogado sem tratamento.

    Nos aterros sanitários e mesmo lixões à céu aberto, os sacos plásticos dificultam e impedem a decomposição de materiais orgânicos e/ou biodegradáveis. Além disso, comprometem a capacidade do aterro, deixam o terreno muito impermeável e instável para uma boa adequação dos resíduos.

    Já no mar, o saco plástico além de poluir visualmente, e diminuir a qualidade da água, provoca asfixias em animais marinhos. Baleias, tartarugas e golfinhos podem confundir algas e águas-vivas com os sacos plásticos e acabarem sufocadas, o que as leva à morte. O caso mais dramático ocorreu em 2002, quando uma baleia anã deu à costa da Normandia com cerca de 800 kg de sacos de plástico encravados no estômago.

    tartaruga comendo um saco plástico

    tartaruga comendo um saco plástico

    Em alguns lugares do mundo já foram tomadas atitudes para acabar com o uso dos sacos plásticos. Em São Francisco, nos EUA, foi proibida a utilização desses sacos em supermercados e farmácias. Na Europa, vários países – Alemanha e Dinamarca, entre outros – já evitam a entrega gratuita de sacos pelos supermercados à clientela. Na Irlanda, por exemplo, há um imposto de 0,22€ para cada saco plástico distribuído, o que reduziu em 90% o uso. E melhor ainda: todo o dinheiro recolhido vai para projetos ambientais.

    Em alguns lugares os supermercados já fazem propaganda do uso de sacolas verdes, isso é, sacolas biodegradáveis, fotobiodegradáveis, hidrossolúveis e oxibiodegradáveis. E o custo total pela substituição por esses plásticos mais desenvolvidos é quase a mesma coisa dos comuns. Isso porque a procura está cada vez maior, o que vem barateando a novidade. E de qualquer maneira, a adoção desses plásticos traz benefícios com Preservação Ambiental e Marketing Verde.

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    Saco é um saco

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    Informativo-Campanha Contra o saco

     

    1. A triste história dos sacos plásticos descartáveis que “ganhamos” com tanta cordialidade nas lojas…
    2. Informações fornecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos revelam que, anualmente, são consumidos entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos ao redor do mundo. (National Geographic 02/09/2003)
    3. É não há viabilidade de reciclagem.
    4. “ Existe una economia áspera por trás da reciclagem dos sacos plásticos. Processar e reciclar uma tonelada de sacos custa U$ 4000. A mesma quantidade de sacos é vendida no mercado de matérias-primas a U$ 32 ”. Jared Blumenfeld, Diretor do Departamento de Meio Ambiente em São Francisco.
    5. Então … O que acontece com os saquinhos ?
    6. Um estudo de 1975 demostrou que as embarcações transoceânicas lançam aproximadamente 4 milhões de kilogramas de plástico ao mar por ano. As lixeiras do mundo não estão inundadas de plástico porque a maior parte do plástico acaba no oceano . Academia Nacional de Ciências dos EUA.
    7. Os sacos são arrastrados …
    8. … até diferentes lugares do planeta
    9. … até os mares, lagos e rios.
    10. Os sacos encontram o caminho para o mar nos bueiros e encanamentos. CNN.com/tecnhology 16/11/ 2007
    11. Já foram encontrados sacos plásticos flutuando ao norte do Círculo Ártico, e também muito mais ao sul, nas Ilhas Malvinas.
    12. Os sacos plásticos representan mais de 10% dos dejetos que chagam às costas dos EUA. Programa de Monitoramento de Dejetos da Marinha americana.
    13. Os saquinhos plásticos se fotodegradan: com o passar do tempo se decompõe em petro-polímeros menores e mais tóxicos CNN.com/tecnhology 16/11/2007
    14. que finalmente contaminarão os solos e as vias fluviais. CNN.com/tecnhology 16/11/2007
    15. Como consequência, partículas microscópicas podem entrar para a cadeia alimentar. CNN.com/tecnhology 16/11/2007
    16. O efeito sobre a vida silvestre pode ser catastrófico. WWF 2005
    17. As aves ficam presas sem esperança . WWF 2005 
    18. Cerca de 200 diferentes espécies de vida marinha, incluindo baleias, golfinhos, focas e tartarugas morrem por causa dos sacos plásticos. – Reporte WWF 2005
    19. Morrem depois de ingerir os sacos plásticos, que confundem com comida.

    Então … O que podemos fazer ?

    1. Se usamos uma bolsa de tecido, podemos economizar 6 saquinhos plásticos por semana.
    2. Ou seja, 24 sacos por mês.
    3. Ou seja, 288 sacos por ano.
    4. Ou seja, 22.176 sacos ao longo da vida.
    5. Se apenas 1 de cada 5 pessoas neste país fizesse isso, economizaríamos 1.330.560.000.000 sacos plásticos durante nossas vidas.
    6. Bangladesh proibiu os sacos plásticos . MSNBC.com, 08/03/2007
    7. A China proibe os sacos plásticos gratuitos. CNN.com/asia 09/01/2008
    8. Irlanda foi o primeiro país da Europa a cobrar impostos sobre os sacos plásticos em 2002. Desta forma, reduziu o consumo em 90%. BBC Notícias 20/08/ 2002
    9. Ruanda proibiu os sacos plásticos em 2005. Associated Press
    10. Israel, Canadá, Índia, Botswana, Quênia, Tanzânia, África do Sul, Taiwan e Singapura já proibiram ou estão em vias de proibir os sacos plásticos. PlanetSave.com, 16/02/2008
    11. Em 27 de março de 2007, São Francisco tornou-se a primeira cidade dos EUA a proibir os sacos plásticos. NPR.org (National Public Radio)
    12. Oakland e Boston estão considerando essa possibilidade. The Boston Globe 20/05/2007
    13. Os sacos plásticos são feitos de polietileno: um termoplástico que se obtém a partir do petróleo. CNN.com/tecnhology 16/11/2007
    14. Reduzindo o uso dos sacos plásticos diminuirá o consumo de petróleo, recurso não renovável que gera tantos conflitos…
    15. A China economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos. CNN.com/asia 09/01/2008
  • É questão de fazer um pequeno esforço e logo a gente se acostuma a levar a sacola de pano às compras como era antigamente…
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    Debatedores são contra troca de plásticos comuns por oxibiodegradáveis

    Brasília,  8 de julho de 2009

    AMAZÔNIA

    Juliano Pires

    Todos os convidados da audiência
pública realizada ontem pela Comissão
de Desenvolvimento Econômico, 
Indústria e Comércio consideraram
desnecessária a proposta de substituição
das sacolas plásticas comuns
utilizadas atualmente por outras produzidas
com plásticos oxibiodegradável
(OBPs). 
O objetivo da audiência foi discutir
o Projeto de Lei 612/07, do deputado
Flávio Bezerra (PMDB-CE), 
que propõe a substituição dos plásticos
distribuídos em supermercados e
padarias por outros considerados pelo
parlamentar como ecologicamente
mais corretos.  Esse tipo de sacola
teria a característica de degradar-se
naturalmente,  primeiro pela oxidação
gerada por luz e calor,  e depois
pela ação dos microorganismos.  Seus
resíduos finais também não seriam
eco-tóxicos. 
“Trata-se de um assunto que não
só despertou a atenção de muitos deputados, 
basta ver a quantidade de projetos
apensados a este,  como também é
extremamente atual e de destaque entre
os temas cada vez mais valorizados
pela sociedade”,  disse o presidente da
comissão,  deputado Edmilson Valentim
(PCdoB-RJ). 
Cobrança – O vice presidente da
Associação Brasileira de Supermercados
(Abras),  Márcio Milan,  afirmou
que não há uma recusa prévia dos supermercados
em adotar novas tecnologias. 
“O que buscamos é uma posição
unificada do governo que venha depois
de um bom debate e das devidas pesquisas”, 
disse.  Os supermercados esperam que o Ministério do Meio Ambiente
tome uma posição quanto ao uso das
sacolas plásticas: manter,  reduzir a
distribuição,  cobrar por ela ou banir
totalmente seu uso.  “Está muito difícil
para os mercados acompanhar
todos os projetos de lei nas esferas
federal,  estadual e municipal,  além
de algumas leis já criadas em esferas
menores”,  acrescentou Milan. 
O deputado Guilherme Campos
(DEM-SP) também reclamou da grande
quantidade de leis municipais para
tratar do tema.  “Virou uma bagunça. 
Precisamos trazer isso para a Câmara, 
até para podermos ter uma posição unificada
sobre o assunto”,  afirmou. 
Já o deputado Dr.  Ubiali (PSBSP)
criticou a postura de alguns
debatedores.  Para ele,  os materiais
plásticos são mal reaproveitados e
bem menos reciclados do que o minimamente
necessário.  Segundo ele, 
dependendo da interpretação que se
dá ao Código de Defesa do Consumidor, 
pode haver impedimento à
cobrança pelas sacolas plásticas em
supermercados.

    Debatedores são contra troca de plásticos comuns por oxibiodegradáveis

    O presidente da organização não-governamental (ONG) Plastivida,  Francisco
de Assis Esmeraldo,  questionou os benefícios da substituição,  pois,  segundo
ele,  essa mudança aumentará o preço das sacolas; acabará com a coleta
seletiva,  já que as sacolas serão decompostas em micropartículas; e ainda
impedirá a reciclagem como é feita hoje. 
“Nós da indústria petroquímica somos contra a propaganda enganosa que
se tem feito contra o plástico e a favor dos oxibiodegradáveis”,  afirmou.  Esmeraldo
questionou a informação do Ministério do Meio Ambiente de que existe
legislação em outros países que obrigue o uso de plásticos biodegradáveis. 
Ele também negou que a longa vida útil do plástico seja um problema. 
“Como eles sabem que as sacolas plásticas duram 400 anos? Que eu saiba, 
o plástico só existe há 60 anos”,  comparou. 
O autor do requerimento para a realização da audiência,  deputado Osório
Adriano (DEM-DF),  também duvida que a vida útil de um saco plástico chegue a
quatro séculos.  O parlamentar se disse decepcionado com as qualidades do plástico
oxibiodegradável.  Ele considera que a audiência diminuiu sensivelmente as chances
de a proposta ser aceita e a solução pode estar em devolver ao consumidor a tarefa
de carregar uma sacola de materiais ecologicamente mais corretos.

    Fonte: http://www. camara. gov. br/internet/jornal/jc20090708. pdf

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